SUMÁRIO
1 Atualidade do pensamento de Paulo Freire 2 Discussão
CANÇÃO ÓBVIA - Paulo Freire (1921-1997)
Quem espera na pura espera vive um tempo de espera vã.
Por isto, enquanto te espero trabalharei os campos e conversarei com os homens.
Suarei meu corpo, que o sol queimará; minhas mãos ficarão calejadas; meus pés aprenderão o mistério dos caminhos; meus ouvidos ouvirão mais, meus olhos verão o que antes não viam, enquanto esperarei por ti.
Não te esperarei na pura espera porque o meu tempo de espera é um tempo de quefazer.
Desconfiarei daqueles que virão dizer-me em voz baixa e precavidos: É perigoso agir É perigoso falar É perigoso andar É perigoso esperar, na forma em que esperas, porquê esses recusam a alegria de tua chegada.
Desconfiarei também daqueles que virão dizer-me, com palavras fáceis, que já chegaste, porque esses, ao anunciar-te ingenuamente, antes te denunciam.
Estarei preparando a tua chegada como o jardineiro prepara o jardim para a rosa que se abrirá na primavera.
educação popular
teologia da libertação
exílio de 20 anos (obras fora do país; américa latina e áfrica)
modelo de educação para liberdade
autonomia e liberdade
direitos e solidariedade
diálogo
gente em tudo e tudo é gente
todos têm conhecimento
convívio, voz, cidadania
poder, vez, auto-estima
contra modelo de educação bancária
quem fala e quem escuta
quem detém a posse do conhecimento e quem não possui
depósito e cobrança com juros
sem diálogo
controle e disciplina
silêncio, obediência e insignificância
inferioridade e opressão
preconceito, discriminação, violências
impotência e não poder
descobrir-se no mundo
nosso posto no mundo
conhecer a si mesmo
ler - compreender - interpretar o mundo
lutar contra o mundo injusto
transformar o mundo
criar novos mundos
humanidade como problema para a própria humanidade
auto-compreensão de si e dos outros no mundo
ser aí no mundo com outros para a morte (finitude e historicidade)
quem é você\outro
qual seu mundo\do outro
qual seu\nosso novo mundo
[1] FINITUDE - inacabamento - poder ser - faticidade - temporalidade - existência como possibilidade - própria existência como resistência - presença constante na\como luta - por isso chegam ao ponto de nos matar (literal e não literalmente!)
[2] DENÚNCIA - luta entre o velho e o novo - o que foi e o que ainda não é - historicidade - conservar X mudar - ideologia - curiosidade, dúvida, pergunta, risco, crítica - conscientizar, emancipar, des-velar
[3] ALTERIDADE - eu e o outro - identidade e diversidade - igualdade e diferença - juntos no mesmo mundo - con-viver
[4] SONHOS - criar novos mundos - ser mais juntos - colaboração - solidariedade - cooperação
[5] EDUCAÇÃO DIALÓGICA - educação como denúncia\crítica - e como construção\reinvenção - de novos modos de ser no mundo - de novos modos de con-viver do mundo - e de novos mundos possíveis - encontro e diálogo de saberes e de mundos\culturas
Voltar
ainda atual?
ainda contemporâneo?
globalização
tecnologia
massificação
novo colonialismo
novas escravidões
produção\fabricação\industrialização do pensar
pedagogia de paulo freire nas instituições ou nos movimentos sociais
urgência de rememorarmos e cuidarmos do seu pensamento
paradoxo entre discurso emancipador teórico e práticas de educação bancária
qq licenciatura deveria se preocupar com a interpretação da palavra e do mundo que fazem seus alun@s!
vida como um constante tornar-se
a universidade como um dos poucos lugares de liberdade
escola sem partido e educação bancária
todo mundo
está no mundo
deve interpretar seu mundo (cada instante!)
educação para acesso ao mundo e decisão (cada caso!)
reprodução do mundo tal como é\ser (ideologia e alienação)
transformação\construção de novos mundos (podem ser) (conscientização e emancipação)
reprodução alienada impotente (sem poder)
transformação potente cidadã (com poder)
qual o papel da mídia e da tecnologia nessa nossa decisão?
nós humanos, no mundo, junto com outros, reproduzimos, a cada instante, nossa mundanidade e nossa humanidade!
a vida
só é vida
quando vivida
na vida
de outras vidas
transformando vidas
desejo, utopia e caminhar
como ser professor@ sem ser colonizador e criar algo novo?
paradoxo da educação
dualismo (elite X resto)
controle e reprodução
conscientização
emancipação
transformação
instrumento de poder ou crítico do poder?
marcas do poder
biopolítica
tanatopolítica
controle e morte do corpo
biociências
sistema, instituições e rituais de controle e disciplina
como inovar para transformar?
a decisão é existencial!
finitude
temporalidade
abertura
possibilidades
tornar-se
caminhar
(R-)existir
paulo freire fez direito
não era professor
qual a relação do professor com o mundo?
muito mais como filósofo da educação
mediação escola-família-estado-sociedade
educador filósofo = questionar o mundo
educador artista = construir\propor novos mundos
caminhar e atravessar a travessia da existência juntos!
educação como decisão entre o velho e o novo
entre o passado e o futuro (arendt)
como acolher o novo sem matá-lo?
como produzir o novo impedindo sua cooptação e retirada de poder-potência?
o que é educação?
qual modelo de educação estamos decidindo a cada dia e a todo instante?
o que é ser educador?
para que educar?
por que educar?
para quem educar?
a serviço de quem educo?
a favor de quem educo?
contra quem educo?
como educo?
FUNÇÃO DA ARTE - Eduardo Galeano (1940-2015)
O pai, Santiago, levou-o para que descobrisse o mar.
Viajaram para o Sul.
Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.
Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos.
E foi tanta a imensidão do mar, e tanto fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.
E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai:
- Me ajuda a olhar!